A cidade do Guarujá, um dos principais destinos do litoral paulista, enfrenta um cenário crítico após ser castigada por temporais intensos desde a madrugada desta quinta-feira (5).
O volume de água foi tão expressivo que o município entrou oficialmente em estado de atenção, mobilizando equipes de resgate e assistência social para atender a população atingida.
O impacto direto das precipitações resultou no desalojamento de famílias e em danos estruturais em áreas de risco, evidenciando a vulnerabilidade da região diante de eventos climáticos extremos.
O que se sabe até agora
O balanço mais recente aponta que 12 pessoas estão desabrigadas no município. O grupo foi prontamente acolhido na Associação de Moradores do bairro atingido, onde recebem suporte básico.
Felizmente, as autoridades confirmaram que não houve registro de vítimas fatais, feridos ou pessoas desaparecidas durante os incidentes registrados nesta manhã.
A preservação das vidas foi possível graças a uma ação preventiva, que retirou moradores de áreas críticas antes que o pior acontecesse nos morros da cidade.
Deslizamentos e pontos críticos
A Defesa Civil estadual relatou uma ocorrência grave na Viela São Cristóvão. Um deslizamento de terra atingiu três residências naquela localidade.
Como as casas já haviam sido evacuadas previamente pelos técnicos, o prejuízo foi apenas material, evitando uma tragédia familiar.
Outro ponto de instabilidade foi detectado no Morro do Engenho, situado na Vila Baiana. Houve queda de terra em uma área sem habitações, mas o local segue sob monitoramento constante.
O volume impressionante de chuva
Os dados técnicos impressionam e explicam o caos urbano gerado em poucas horas. O acumulado total chegou a 122 milímetros (mm) em um curto intervalo.
O momento mais crítico ocorreu durante a manhã, quando 108 mm de chuva caíram em apenas três horas, um volume que supera a capacidade de escoamento de qualquer grande cidade.
Para se ter uma ideia da gravidade, o protocolo de segurança local prevê o acionamento de alertas máximos quando a chuva ultrapassa os 50 mm por hora.
Sirenes e protocolo de emergência
A prefeitura do Guarujá utilizou o sistema de sirenes para alertar os moradores sobre o perigo iminente, especialmente na região do Morro da Barreira do João Guarda.
O som de alerta foi emitido a partir da Escola Municipal Sérgio Pereira, servindo como sinal para que os núcleos de Defesa Civil orientassem a evacuação imediata.
Essa estratégia de prevenção é fundamental em cidades com topografia de morros, onde o solo encharcado pode ceder sem avisos visuais claros para os leigos.
Impacto na mobilidade e na rotina
Além dos riscos geológicos, o Guarujá amanheceu com diversos pontos de alagamento que travaram o fluxo de veículos e o transporte público.
No início da tarde, motoristas ainda encontravam dificuldades para trafegar em vias principais, com bolsões de água que invadiram calçadas e comércios.
A rotina escolar e econômica do município foi severamente afetada, com a prioridade das autoridades voltada inteiramente para a segurança civil e o escoamento das águas.
Estrutura de apoio à população
Para garantir que ninguém ficasse desamparado, a administração municipal disponibilizou uma rede de equipamentos públicos como pontos de apoio e abrigo.
Escolas municipais e estaduais, como a Herbert Henry Dow e a Paulo Clemente Santini, foram preparadas para receber famílias que precisarem deixar suas casas nas próximas horas.
Esses locais servem como postos avançados para triagem e assistência, oferecendo um refúgio seguro enquanto o solo nas áreas de encosta não se estabiliza.
Por que o caso acende um alerta no Brasil
O que ocorre hoje no Guarujá é um reflexo do desafio que muitas cidades litorâneas brasileiras enfrentam com o aumento da intensidade das chuvas de verão.
A combinação de urbanização em áreas de morro e sistemas de drenagem antigos torna a Baixada Santista uma região de monitoramento prioritário para o Governo de São Paulo.
Eventos como este reforçam a necessidade de investimentos em obras de contenção de encostas e na educação ambiental para que os alertas de sirene sejam respeitados.
Próximos passos e previsão
A Defesa Civil municipal permanece em alerta máximo, pois o solo continua saturado e qualquer nova precipitação pode desencadear novos movimentos de massa.
A orientação é que os moradores de áreas de encosta não retornem para suas casas até que uma inspeção técnica garanta a segurança estrutural dos imóveis.
As equipes de limpeza urbana também devem começar o trabalho de remoção de lama e entulhos assim que o nível das águas baixar completamente nas áreas baixas.
Canais de ajuda e emergência
A população deve ficar atenta aos canais oficiais de comunicação da prefeitura e aos alertas via SMS da Defesa Civil (enviados pelo número 40199).
Em caso de rachaduras nas paredes, estalos em árvores ou movimentação de terra, a recomendação é sair do imóvel imediatamente e acionar o 193 (Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil).
O cenário no Guarujá ainda é de muita cautela, e a solidariedade entre os vizinhos tem sido peça chave para garantir que todos fiquem a salvo durante este período de instabilidade climática.
Com informações do site: Agência Brasil
